sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Alfabetizando deficientes visuais

É no período de Alfabetização que são acionados diversos esquemas interpretativos de fundamental importância para o desenvolvimento mental da criança portadora de deficiência visual total (cegueira total). É justamente nesse período que afloram os mais graves problemas, ocorrendo falhas na construção das estruturas  cognitivas. E isso trará para o ALFABETIZANDO graves dificuldades durante as etapas  evolutivas desse desenvolvimento e acarretará irremediáveis fracassos.
Apesar do processo de aprendizagem de uma criança cega requerer  procedimentos e recursos especializados isso não significa que uma criança portadora de deficiência visual deva ser educada como se fosse uma máquina, isto é sob a orientação de diversos meios e exercícios de condicionamento aplicando-lhe receitas, normas e  orientações sem  perceber que a criança deficiente visual deve ser percebida por inteiro, ou seja, um ser dono do seu pensamento e  que apesar de forma peculiar constrói seu próprio conhecimento. Sendo assim,  não podemos vê-la  como um produto  de treinamento ou experiências milagrosas.
E como em todas as crianças consideradas  normais, os deficientes  visuais têm na alfabetização o, período onde aparecem as maiores dificuldades e consequentemente os grande fracassos.  Sendo assim, a criança precisa descobrir qual é o seu verdadeiro papel na escola, qual o seu verdadeiro papel no processo ensino-aprendizagem. Então é impossível deixar uma criança portadora de deficiência visual à margem do seu próprio crescimento, fora do momento histórico em que vive. Seria como  se a deixasse à margem de sua própria existência.
Para finalizar, deixo bem claro que como qualquer outra criança, ela tem que tomar consciência de si mesma, de sua importância, de suas possibilidades e agindo assim ela acaba construindo seu próprio conhecimento, interpretando e reinterpretando  a realidade que a cerca e criando e recriando as coisas que fazem parte  do seu mundo.

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