É no período de Alfabetização que são acionados
diversos esquemas interpretativos de fundamental importância para o
desenvolvimento mental da criança portadora de deficiência visual total
(cegueira total). É justamente nesse período que afloram os mais graves
problemas, ocorrendo falhas na construção das estruturas cognitivas. E
isso trará para o ALFABETIZANDO graves dificuldades durante as etapas
evolutivas desse desenvolvimento e acarretará irremediáveis fracassos.
Apesar do processo de aprendizagem de uma criança
cega requerer procedimentos e recursos especializados isso não significa
que uma criança portadora de deficiência visual deva ser educada como se fosse
uma máquina, isto é sob a orientação de diversos meios e exercícios de condicionamento
aplicando-lhe receitas, normas e orientações sem perceber que a
criança deficiente visual deve ser percebida por inteiro, ou seja, um ser dono
do seu pensamento e que apesar de forma peculiar constrói seu próprio
conhecimento. Sendo assim, não podemos vê-la como um produto
de treinamento ou experiências milagrosas.
E como em todas as crianças consideradas
normais, os deficientes visuais têm na alfabetização o, período onde
aparecem as maiores dificuldades e consequentemente os grande
fracassos. Sendo assim, a criança precisa descobrir qual é o seu
verdadeiro papel na escola, qual o seu verdadeiro papel no processo
ensino-aprendizagem. Então é impossível deixar uma criança portadora de
deficiência visual à margem do seu próprio crescimento, fora do momento
histórico em que vive. Seria como se a deixasse à margem de sua própria
existência.
Para finalizar, deixo bem claro que como qualquer
outra criança, ela tem que tomar consciência de si mesma, de sua importância,
de suas possibilidades e agindo assim ela acaba construindo seu próprio
conhecimento, interpretando e reinterpretando a realidade que a cerca e
criando e recriando as coisas que fazem parte do seu mundo.
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