domingo, 6 de dezembro de 2009
Conclusão
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Alfabetizando deficientes visuais
domingo, 29 de novembro de 2009
O caminho de um aluno com deficiência numa classe inclusiva
Devemos em primeiro lugar conhecer o nosso aluno:
Observação: Usarei nomes fictícios para o aluno e a escola.
Aluno: Marcos Almeida Ribeiro.
Sexo: masculino
Idade: 07 anos
Série: Primeira série do Ensino Fundamental I
Escola: Escola Municipal Pedro Carvalho
PERFIL: Aluno introvertido, tímido, família de classe média baixa, seis irmãos, órfão de pai precisando também de ajuda para despertar sua capacidade de aprender.
DEFICIÊNCIA: Cegueira total sem déficit cognitivo aparente.
Já conhecemos o aluno, então vamos destacar alguns passos a serem seguidos no seu processo de inclusão na escola:
01 - A sensibilização: Preparar todo o pessoal envolvido na escola no processo ensino-aprendizagem, bem como o pessoal de apoio para melhor receber o aluno deficiente que de certa foram em primeiro contato será encarado como um ser diferente, mas que na verdade é apenas alguém que usa outro mecanismo para mecanismo se relacionar com o mundo a sua volta.
02 - A acessibilidade: A Escola está preparada para recebê-lo? Que mudanças a escola deverá realizar para uma melhor movimentação do mesmo? E a sala de aula é adequada? Em relação à acessibilidade um fator importante diz respeito à participação do pessoal de limpeza e arrumação da sala. É necessário que os móveis e equipamentos existentes estejam sempre nos mesmos lugares para uma maior adaptação do aluno, pois ele precisa memorizar a posição dos obstáculos.
03 - O apoio técnico: O professor precisará se engajar e participar de cursos como Braille e Soroban. Isso é indispensável. No caso do aluno Marcos, o Instituto Psicopedagógico terá a responsabilidade de treinar os profissionais da escola que estejam diretamente ligados ao processo de ensino-aprendizagem.
Programa de computador para cegos
Este vídeo mostra o programa de computador DOSVOX, uma ferramenta que possibilita uma maior idependência ao aluno deficiente visual e portanto facilita o processo de inclusão.
sábado, 28 de novembro de 2009
Inclusão Visual
Este vídeo mostra como deve ser o processo de inclusão de crianças com deficiência visual.
Experiência do professor José Alberto Ferreira Dos Santos
No princípio, confesso que fiquei assustado, mas com o passar dos dias acabei abraçando o novo desafio como uma forma de exercer a cidadania, já que alguns colegas colocaram barreiras para desenvolver o projeto. Tenho certeza de que isso aconteceu não por má vontade deles, mais pelo mesmo sentimento que tive ao me deparar com a situação: medo.
A sala não era composta apenas pelos alunos portadores de deficiência visual, era uma sala como outra qualquer. Aliás, essa era a proposta da entidade que também estava engajada no projeto. Eles, os alunos assistiam aulas com todos os alunos não portadores de deficiência para que com isso pudessem exercer sua cidadania, o sentimento de igualdade e tivessem sua auto estima aumentada. O apoio técnico era dado no turno oposto na sede da entidade. Funcionava assim: Todo o material a ser trabalhado durante a semana era enviado com antecedência para que pudesse ser transcrito para o Braille. Lá, na entidade eles também tinham aulas de reforço. A mesma entidade ministrou para todos os professores da escola várias oficinas de Braille, Soroban e Libras.
A minha passagem por essa turma, que durou três anos, já que os acompanhei da primeira até a terceira série do Ensino Fundamental I foi marcante.
Um dos alunos sempre dizia para turma: "Eu não sou cego, eu apenas enxergo por um meio diferente de vocês". É verdade, eles podiam enxergar por um conjunto de "olhos" que todos nós temos, mas que a necessidade de cada um fez com que desenvolvessem todos os sentidos com o intuito de "enxergar" melhor.
Cegueira total x Inclusão social
A educação tem hoje, portanto, um grande desafio: garantir o acesso aos conteúdos básicos que a escolarização deve proporcionar a todos os indivíduos, inclusive àqueles com necessidades educacionais especiais.
Sendo assim, com base nas necessidades dos deficientes visuais o professor precisa criar atividades que utilizem a criatividade do próprio deficiente para enriquecer suas aulas e motivar seus alunos à aprendizagem. Para explorar sua criatividade, o professor necessita dominar a fundamentação teórica que embasa seu trabalho, além de ter claros seus objetivos e deixar fluir sua imaginação.
Certamente, cada indivíduo vai requerer diferentes estratégias pedagógicas que lhes possibilitem o acesso à herança cultural, ao conhecimento socialmente construído e à vida produtiva, condições essenciais para a inclusão social e o pleno exercício da cidadania. Entretanto, devemos conceber essas estratégias não como medidas compensatórias e pontuais, mas sim como parte de um projeto educativo e social de caráter emancipatório e global.
A construção de uma sociedade inclusiva é um processo de fundamental importância para o desenvolvimento e a manutenção de um Estado democrático. Entende-se por inclusão a garantia, a todos, do acesso contínuo ao espaço comum da vida em sociedade. Sociedade essa que deve estar orientada por relações de acolhimento à diversidade humana, de aceitação das diferenças individuais, de esforço coletivo na equiparação de oportunidades de desenvolvimento, com qualidade, em todas as dimensões da vida.